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As minhas neuras!

...neuras, desabafos, coisas sem nenhum interesse, palavras soltas, cenas assim. Estranhas. Ou não.

As minhas neuras!

...neuras, desabafos, coisas sem nenhum interesse, palavras soltas, cenas assim. Estranhas. Ou não.

#dia...2

Comprei a porcaria da fluoxetina. Prozac, de nome comercial. 

Fui a caminho de casa enervada comigo mesma. Daquelas sensações estranhas, de quem vai mesmo chateada com o rumo que a vida tomou. Mas porquê eu?! Mas onde está a gaja que eu era, em janeiro?!

Cheguei a casa e aninhei-me no meu marido, quando ele chegou também. Disse-lhe o que me ia na alma, das dúvidas que pairam(vam) na minha cabeça. Porquê as TA altas, Porquê o coração de vez em quando andar mais acelerado, .... 

Levei um abanão. Sabem? Aquele "chega! Tu não tens nada. Pára de medir a TA, tens de relaxar, esquecer o que aconteceu!" que se ouve quando parece que tudo está um novelo de lã, sem avistar a ponta para puxar. Disse-me o que eu precisava de ouvir. Eu mantive-me calada, qual criança que se portou mal na escola. Pôs o dedo na ferida, de que entrei num caminho onde um simples sopro mais bruto me punha em alerta máximo, de um coração ferido e em constante stress, por causa da porcaria do internamento. Puxou-me para cima. Para a tona da água. Eu ia afundar. 

O prozac está esquecido na gaveta. Eu sei que não preciso daquilo. O meu estado naquele consultório com a médica de família foi um "tirar o suspiro da panela de pressão". Conheço de bem de perto o que é estar num estado de depressão, e eu não estou assim. Não pensem que estou a tentar camuflar, nada disso. Mesmo. Se tivesse de tomar, se os meus sintomas fossem mais pesados, não hesitaria. 

O que me fez mesmo acordar para a realidade onde eu me encontrava foi o meu marido.

Ele, que sempre me ouviu, que me levou às urgências naquele sábado do internamento, que me voltou a levar lá nas travadinhas que tive depois disso, que foi comigo a todas as consultas a ver se descobriam o que provocou o meu internamento, que sempre me adormeceu com um abraço, um amparo que eu tanto precisei.
Foi ele que me salvou. Naquele dia em que eu me ia afundar em medicação. 
O coração abrandou. As tensões estão a 126/77. A vida está mais calma. Voltei a ser eu. Depois de tantos meses. 

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