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As minhas neuras!

...neuras, desabafos, coisas sem nenhum interesse, palavras soltas, cenas assim. Estranhas. Ou não.

As minhas neuras!

...neuras, desabafos, coisas sem nenhum interesse, palavras soltas, cenas assim. Estranhas. Ou não.

...#dia1

Entrei no mundo dos anti-depressivos/calmantes. 

Com muita pena minha mas sei que é um mal necessário. Não posso continuar com estas sensações, com o medo de um novo internamento, com medo que tenha alguma doença cardiológica. O medo instalou-se de tal maneira que tenho dias em que não consigo controlar as TA e ando tão nervosa. A ansiedade tomou conta de mim. Os batimentos cardíacos acelerados não são todos os dias, não adivinho quando acordo com eles, infelizmente.

Hoje na presença da minha médica de família chorei quando ela me perguntou porque é que as TA hoje, na frente dela, estavam tão altas. Depois desceram mais um bocadinho mas continuavam altas. E eu disse-lhe "basta falar sobre a incerteza que é o dia de amanhã em termos cardíacos, que fico assim". A minha vida anda com algumas mudanças, mas eu sempre, sempre!, fui ativa, controladora de tudo, ouvinte de todos, aguentei o cancro da minha Mãe, aguentei quando ela tirou o rim, aguentei as recaídas da depressão da minha irmã, aguentei tantos problemas familiares. Estava sempre em cima, pronta para arranjar respostas aos problemas dos outros e aos meus. Nunca fui de me ir abaixo. Sim, tive situações complicadas, de chorar no banho (quem nunca?) mas nunca cheguei a este ponto. Não ando a chorar pelos cantos. Não ando com problemas de maior. Ando sim numa incerteza com a minha saúde, por causa de um internamento surpresa que tive em fevereiro e que me deixou marcas profundas, pelos vistos. Stress pós-traumático, será isto? Pelo que leio (há meses, por essa net fora), julgo que sim.

Vou tomar o medicamento fluoxetina 20mg, a ver se me sinto melhor e as TA se controlam. 

O victan salvou-me algumas vezes de taquicardias e tremeliques vindos do nada. Ainda na 2ª-feira tomei 1/2 comprimido. Sim, aguentou-me mas não era vida. Hoje fui à médica de família. Contar os meus medos, e o "não sei porque ando assim" na vida de um Carneiro é terrível e avassalador. 

Para encarar uma doença do foro psiquiátrico é preciso coragem. E hoje sinto-me corajosa. Vou ultrapassar isto. 

Preciso tanto de descansar este coração. 

 

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